A minha experiência ao adoptar uma dieta à base de plantas e alimentos integrais

Olá a todos!

Seguindo a sequência de alguns dos posts anteriores dedicados ao estilo de vida vegano [aqui e aqui] e como este tem vindo a mudar o meu modo de pensar e de sentir as coisas, pensei que seria útil partilhar algumas palavras acerca de como este processo realmente me mudou fisicamente ou, melhor dizendo, se de facto teve um impacto positivo na minha vida e, se sim, como o fez.

Para isso, devo começar por dizer que, apesar de me sentir extremamente grata e afortunada em termos da minha saúde, admito que, durante bastante tempo, me lembro de estar constantemente a ficar doente. Nunca nada incapacitante, mas não deixando de ser cansativo e debilitante. Durante a minha infância estava sempre ou com uma constipação, ou com uma gripe, amigdalites frequentes, sinusite, alergias, bronquite e enxaquecas. Cheguei a ter uma infecção renal preocupante, mas felizmente foi tratada a tempo! Mais tarde, desenvolvi constantes problemas com o meu sistema digestivo, lidando com obstipação, cólicas, má digestão e refluxo gástrico.

Ainda estou para compreender se o meu sistema imunitário era simplesmente fraco ou se assim ficava devido ao ciclo constante de antibióticos a que fui sujeita para todas as situações mencionadas. Claro que isto também teve o seu preço nas minhas articulações, que começaram a doer constantemente quando cheguei perto dos 16 anos. Por essa altura, fui prescrita com sulfato de glucosamina duas vezes ao dia e ipobrufeno para quando as dores apertavam – algo que não trouxe nada de positivo para o meu estômago. Nunca foi encontrado nada em Raios-X ou ecografias porque nunca desenvolvi líquido nas articulações (o meu maior foco de dor eram os joelhos e os ombros) e ninguém conseguia perceber porque é que eu tinha dores em primeiro lugar. Era simplesmente como se estivesse constantemente inflamada e rígida nas minhas articulações.

Irei, posteriormente, debruçar-me sobre este assunto segundo outras perspectivas, como a pílula, tratamentos holísticos e exercício físico. Mas, por agora, esta foi a minha experiência com uma dieta vegan à base de alimentos integrais e plantas, em relação à minha saúde.

Considerando que comecei este caminho por seguir uma dieta vegetariana, ainda consumi frequentemente ovos e lacticínios. Com o tempo, tomei consciência de que estes alimentos me deixavam desconfortável fisicamente e eram bastante difíceis de digerir. Não levei muito mais tempo a aperceber-me que estava no meu melhor sempre que me dedicava a uma dieta à base de plantas e alimentos não processados, evitando os lacticínios e os ovos do meu prato. Desde que evito estes produtos, notei uma melhoria significativa na minha pele, unhas e cabelo, que se têm vindo a tornar mais fortes, brilhantes e de aspecto saudável mas, acima de tudo, noto a maior diferença relativamente à minha digestão e níveis de energia. Do mesmo modo, já é muito raro ter dores articulares, inchaço abdominal, cólicas ou dores de estômago. Perdi ainda cerca de 10Kilos que nem fazia ideia que tinha para perder, em primeiro lugar e, apesar de isso também estar relacionado com exercício regular, noto que a minha estrutura física está mais delgada do que quando praticava exercício e seguia uma dieta que incluía produtos de origem animal. Também me sinto saciada por mais tempo entre cada refeição.

Já praticamente não tenho problemas gástricos ou intestinais e a minha pele só piora se consumo algo mais gorduroso ou com açúcar [porque todos comemos bolo e batatas fritas ocasionalmente!]. Também se tornou mais fácil identificar a que alimentos sou mais sensível. Notei ainda uma diferença dramática no meu paladar, já que era conhecida por detestar legumes. Actualmente, aprecio genuinamente os meus batidos verdes, espinafres, arroz integral ou brownies de feijão preto, algo que ainda é bastante estranho para algumas pessoas. A verdade é que, toda a gente que se dedica e se compromete com este tipo de alimentação, nota significativamente menos desejo de comer produtos processados e sabores artificiais – eu agora mais rapidamente desejo um bolo de chocolate feito com beterraba e cacau, um doce feito com tâmaras, ou batatas “fritas” no forno, do que qualquer uma das contrapartes mais tradicionais.

Isto não significa que não aprecie a ocasional fatia de bolo ou batatas fritas, ou que ache as outras comidas “más”. Não gosto de etiquetar alimentos deste modo porque sinto que tudo tem o seu lugar e momento. No entanto, sinto que é dado demasiado ênfase aos alimentos processados na alimentação quotidiana, tornando-se estes, muitas vezes, o centro das escolhas alimentares, o que é mau para a saúde e para a carteira.

Sinto genuinamente que tanto o meu físico como a minha saúde saíram beneficiados ao adoptar este tipo de alimentação e, acima de tudo, sinto-me melhor comigo mesma. As minhas análises de sangue têm sido sempre óptimas e obtenho todos os meus nutrientes dos vegetais, frutas, cereais, feijões e sementes possíveis, com excepção da vitamina B12, para a qual tomo um suplemento diário [posteriormente também me irei debruçar aqui no blog acerca da questão dos suplementos].

Ainda relativamente aos meus problemas gástricos, também fui testada para despistar doença celíaca, o que deu negativo. No entanto, mostrou alguma sensibilidade ao glúten, ou seja, o meu problema não é o consumir glúten mas sim demasiado glúten [algo como pão, cereais e massa, por vezes no mesmo dia]. Tento controlar esta questão ao manter as minhas escolhas variadas, tais como massa feita de arroz ou feijões, pão de centeio, aveia, etc… e não consumindo glúten consistentemente, o que acontece a todos nós, muitas vezes, involuntariamente.

Assim, em conclusão, noto que tive um resultado tremendamente positivo no respeitante ao controlar todas as minhas questões de saúde através da escolha de outro tipo de alimentação. Claro que, tal como qualquer pessoa normal, ainda fico doente de vez em quando. No entanto, noto que não só isso é menos frequente como, quando acontece, demoro menos tempo para ficar melhor. E apesar de não ser uma profissional de saúde, estive sempre em diálogo com o meu médico durante este processo e peço exames ao sangue regularmente. Afinal, não deve ser algo de negativo, consumir plantas e alimentos integrais ao invés de processados!

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