Tentando “ser a diferença que queremos ver no mundo”

Sabem aquele pensamento que nos deixa acordados de noite e nos faz acordar cheios de energia de manhã cedo? Aquela coisa que falamos com os nossos amigos e familiares com os olhos a brilhar? Aquele assunto sobre o qual queremos saber sempre mais, ler e ouvir falar? Bom, para mim, temas como culinária vegan, yoga, meditação ou bem estar holístico, são temas que me deixam verdadeiramente feliz. Essa é a razão pela qual comecei este blog que, na verdade, não é mais do que um guia (para mim e para quem se quiser juntar a esta famíleea online 😉 ) para uma vida feliz e compassiva. Porque gosto da pessoa que me tornei ao abraçar estes conceitos. Não estou melhor nem pior, apenas diferente.

Se quiser ser mais específica, devo dizer que isto não é simplesmente relacionado com o veganismo ou outras práticas quotidianas – a raiz está em espalhar uma mensagem de compaixão e amor. Continuo muito consciente de que tenho um longo caminho pela frente, uma vez que estamos sempre a crescer – ainda me irrito com coisas insignificantes e ainda levanto a voz inconscientemente para responder a algo que me ofenda. Mas, esta escolha que fiz com a minha vida deu-me uma nova perspectiva sobre o mundo à minha volta. Também me ensinou bastante sobre o perdão – em relação aos outros e a mim mesma, porque estamos sempre a crescer e a mudar, tornando-nos diferentes versões de nós próprios. E isso é normal.

A razão pela qual fiz esta escolha, foi sobretudo porque não me sentia bem. Ficava frequentemente doente, não tinha paciência, era crítica e tinha sempre uma opinião, ou até preconceitos que nem sabia que estavam enraizados em mim. Somos todos muito rápidos a julgar, no entanto, agora, apesar de me abster de o fazer tantas vezes, também tenho consciência de que o continuo a fazer. Tenho noção de que tenho ideias enraizadas sobre coisas e pessoas e observo quando os meus sentimentos se metem no caminho entre uma reacção de cabeça quente ou uma atitude ponderada e de coração aberto. Não sou perfeita, mas agora aceito isso, trabalho com isso e, ao senti-lo e observá-lo, tento sempre colocar-me no lugar do outro. Apenas ao tentarmos fazer esse exercício conseguimos compreender que somos todos humanos e todos cometemos erros. E, ainda assim, nunca conseguimos apreender esse conceito totalmente, pois nunca sabemos qual foi o percurso dessa pessoa.

Ao fazermos um compromisso para com um estilo de vida vivido através da compaixão e da compreensão, também temos que aceitar que todos somos falíveis, vimos de lugares diferentes e temos interesses distintos, ao mesmo tempo que permanecemos todos humanos. Vejo demasiado preconceito em relação a vegans/vegetarianos e vice versa, ao yoga (muitas vezes tido como um treino “mais leve”), à meditação (que para além de qualquer ligação religiosa é, na verdade, uma observação da mente), quanto tudo isto são práticas que implementamos no nosso estilo de vida… E apesar de ser mais fácil simplesmente ficarmos irritados com alguns comentários (muitas vezes negativos) às nossas escolhas, tento sempre lembrar-me que palavras bondosas levam a mensagem mais longe.

Não defendo que devemos todos deixar de ir ao médico e tratarmos a nossa saúde unicamente à base de chás herbais… mas também não devemos refutar completamente caminhos que são diferentes daquilo com o qual crescemos e catalogar imediatamente tudo o que nos é estranho como manias hippies ou modas passageiras. Em suma, qual seria o sentido em defender este estilo de vida e a compaixão se não ao usar as mesmas ferramentas, atitudes e mentalidade que me trouxeram aqui em primeiro lugar?

E como o título deste post cita Gandhi, pensei que seria bom terminar com as bonitas palavras de Jane Goodall:


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